
A fotografia de Richard Berndt trata a luz como matéria — recolhe-a em longas exposições, deixando-a inscrever no espaço um gesto que o olho não chega a ver.
Trabalhando sobretudo à noite e em interiores em penumbra, Berndt constrói cada imagem numa única exposição prolongada, sem montagem posterior. O que fica na película é o rasto do tempo: a trajetória de uma chama, o varrimento de uma lanterna, o pulsar lento de uma fonte de luz em movimento.
A série «Formas de Luz» reúne o trabalho mais recente do autor — composições em que a arquitetura e o vazio servem de tela a desenhos luminosos, entre o rigor geométrico e o acaso do gesto.
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