
Adriano Filipe transporta para a madeira a linguagem da filigrana — um desenho de vazios e fios, onde a luz atravessa o recorte e a peça respira.
A partir de uma técnica tradicionalmente ligada aos metais preciosos, o autor desenvolve um trabalho paciente de recorte e sobreposição, em que cada peça pode levar semanas a concluir. A madeira é escolhida veio a veio, e o desenho nasce do diálogo entre a matéria e o gesto.
A série «Filigrana em Madeira» apresenta um conjunto de peças recentes — objetos que oscilam entre a escultura e a ourivesaria, e onde o cheio e o vazio pesam por igual.
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